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RAVES



 Em pleno boom da música eletrônica, época conhecida como “o verão do amor”. Começa então a organizar festas underground em casarões desocupados e sítios, denominadas “raves” com a participação de artistas de todo o mundo. Fundou com um grupo de amigos o “Green House Coop” e a “Daf Sound System” realizando inesquecíveis festas na Inglaterra e Espanha. Em Ibiza foi residente do “Jardim de Las Dallias” e tocou em clubes como Pacha, Space e El Divino, sedimentando sua carreira de Dj profissional. 

Em 1995 Dmitri trás ao Brasil todo espírito festivo europeu, realizando a primeira rave em São Paulo. Em 1996 cria o projeto Cuckooland realizando festas de música eletrônica com a característica marcante da não-violência, do pacifismo em contato com a natureza, libertando a mente para um estado inovador de ser, vestir e estar. Essa idéia teve aceitação mútua entre as diferentes classes sociais, idades, raças e opções sexuais, desencadeando assim, seguidores que impulsionaram o movimento eletrônico no Brasil. Em sua terceira edição, surge numa brincadeira entre amigos a gíria “fique avonts”, que refletia um estado de espírito, o de estar de bem com a vida, “a vontade”. A partir desta brincadeira, numa associação do Dj Dmitri, com o Dj Camilo Rocha, Bianca Scorza e o light designer Ricardo Costa Longa, responsável na época pela iluminação de inúmeras peças teatrais surge a primeira AVONTS, realizada no final de 1996. Essa festa marca a introdução do conceito de iluminação cênica fluorescente que causa grande impacto visual e que hoje em dia é obrigatória em todas as raves. Em 1997 a Avonts trás o Dj francês Ujjain que apresenta um estilo musical ainda pouco conhecido no Brasil, o goa-trance. 

O crescimento do público AVONTS foi acontecendo naturalmente e no final de 1997, na festa Base – K – Mente AVONTS, o público surpreendeu, atingindo 1500 pessoas e confirmando assim a nova tendência musical, um reflexo da força do movimento eletrônico que se concretizava na Europa. 

Através do seu pionerismo o grupo AVONTS ficou conhecido e passou a ser convidado para participar da organização de outros projetos tais como “Rave-o-Lution” (1997), “Exogroove” (1998), “World Trance Mission” (1998) , feito em parceria com o grupo Foton Belt do Dj Federico, italiano radicado em Bali e a banda de Live PA Etnica dos italianos Max Lanfranconi e Maurizio Begotti , além do festival Celebra Brasil (2000), realizado também com o pessoal da Etnica, que reuniu vários nomes importantes no cenário underground da Europa em uma festa que durou 3 dias. 

Visando a expansão do mercado e mantendo a contribuição natural para a cena, em 1999 a AVONTS investe no primeiro grande projeto, realizando a festa de comemoração dos 3 anos de existência denominada “Avonts 3 anos de celebração”, atingindo um público de 4000 pessoas. No mesmo ano, o grupo faz a “Avonts no País das Maravilhas”, festa inesquecível, premiada na categoria de melhor festa rave pela jornalista Erika Palomino através do prêmio “Melhores da Noite Ilustrada” concedido pelo jornal Folha de São Paulo. Essa festa marca a entrada em um novo estágio da AVONTS, agora mais sólida e estruturada para sustentar mega produções. No ano de 2000, o grupo se associa a Patricia Teixeira, empresária do setor de entretenimento e desenvolve projetos de grandes dimensões, surgindo assim a marca MEGAVONTS. A primeira foi a “Megavonts de 4 anos” (início de 2000), seguindo por “Megavonts Oktoberfestival” (final de 2000), chegando a 2001 na festa “Megavonts SOS Natureza” que celebrava o quinto ano do grupo com um público recorde de 10.000 pessoas e com a apresentação de 48 djs entre nacionais e internacionais. 

Hoje o grupo Avonts é composto pelo Dj Dmitri, Ricardo Costa Longa, Bianca Scorza e Patrícia Teixeira e promete uma continuidade no trabalho colaborando cada vez de forma mais ativa com o desenvolvimento da cena eletrônica no Brasil.



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Em 1999, as raves em São Paulo chegaram a um pico inédito de popularidade e fama. Nunca teve tanta rave, nunca tanta gente foi em rave. 
E as dúvidas estão por toda parte: o espírito original da rave não está se perdendo em tudo isso? Já faz um tempo que muitos nem 
resolveram ficar pensando muito no assunto e partiram para fazer raves propositalmente pequenas, de divulgação selecionada, em 
lugares secretos, na tentativa de conter as massas que supostamente não sa em o que é uma rave. 
São grupos como DAIME TRIBE, GAIA RAVE, WORLD TRANCE FAMILY, SP 303, e por aí afora. Para esses grupos menos é mais. 
E agora, mais ou menos no finzinho de 2000 pôde-se distinguir uma boa divisão (muito boa por sinal): raves só com ACID TECHNO (GROOVE PATROL) e raves só com PSYCHEDELIC TRANCE totalmente fechadas. 

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                                     *Glossário Rave*
Para não sambar nas raves é preciso ver o endereço no flyer, cobrir as roupas com flúor e entrar no vibe quando a pista estiver bombando. 
Veja como se comunicar nessa língua: 

ACID TECHNO = som rápido (140 bpm), energético e suingado). 

BOMBANDO = é o auge da animação na pista de dança. 

BPM = batidas - aquele tum, tum, tum... - por minuto. 

CHILL OUT = lugar para o descanso dos festeiros. Nas danceterias, são sofás e pufes. Nas raves, até um banquinho de madeira serve. 

CHILL IN = em contraposição a chill out, é o local de aquecimento para o agito, como a casa de um amigo ou o bar da esquina. 

FLÚOR = pigmento acrescentado a tintas de tons cítricos. Aplicado sobre roupas e acessórios, brilha na presença de luz negra. 

FLYER = folheto com ilustrações psicodélicas, indianas ou ecológicas, para a divulgação das festas. Traz mapas, atrações, preço e local de venda dos ingressos. 

GLOW IN THE DARK = material semelhante ao flúor, com a diferença de que reluz no escuro. 

GROOVE = ritmo, melodia e vibração da música. 

LINE-UP = lista de DJs que tocam numa festa. 

LIVE PERFORMANCE ARTISTIC ou LIVE P.A. = show de música eletrônica ao vivo. No palco, artista usa teclados, samplers (equipamento para copiar e reproduzir trechos de discos), bateria, instrumentos de percussão, baixo, pick-ups e até computadores. 

SAMBADA = na gíria dos DJs, ironiza aqueles que erram e transformam a música eletrônica em batucada. 

PSYCHEDELIC TRANCE = psychedelic significa psicodélico; trance significa transe e êxtase. Seu som psicodélico é incrementado por teclados, melodias indianas, percussão, didgeridoo (instrumento dos nativos australianos) e toques de new age. É só prestar atenção na música e ver os efeitos de fundo dela. É o ritmo oficial de uma verdadeira rave. 

VIBE = vibração da galera na pista.

 
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